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PREFEITO DEL DE SIMÕES FILHO: LÍDER OU LIDERADO ???



Por Alberto de Avellar – Diante da crise política, econômica e, principalmente, social que assola o município de Simões Filho há mais de um ano e seis meses, a opinião pública encontra-se dividida.



Segundo o ativista e agente político Paulo Pessoa, o vereador Belo Gazileu, sem um grupo coeso e sem apoio político consistente, retirou-se da disputa ao perceber que o prefeito Devaldo Soares (Del) não conseguiu articular uma base de apoio suficiente para eleger o presidente da Câmara Municipal de Vereadores.

Com isso, a responsabilidade política teria recaído sobre Sid Serra. Ainda de acordo com Paulo Pessoa, o prefeito Del demonstra fragilidade política, não apresentando a postura nem a capacidade de liderança que se espera de quem ocupa o cargo de chefe do Poder Executivo Municipal.

Na avaliação do ativista, o principal objetivo do prefeito parece ser manter alinhamento com o ex-prefeito Diógenes Tolentino (Dinha), em vez de exercer, com independência, o comando administrativo e político do município.

Dessa forma, muitos dos que depositaram esperança de que Del assumiria efetivamente a liderança política de Simões Filho acabaram frustrados.

“Ledo engano”, conclui Paulo Pessoa.

Em minha opinião, entretanto, o município vive um momento político singular. O Parlamento Municipal, conforme declarações públicas de diversos vereadores, demonstra apoio ao governo de Devaldo Soares, mas evidencia um distanciamento quase generalizado em relação ao ex-prefeito Diógenes Tolentino, que busca a reeleição de sua esposa, a deputada estadual Kátia Oliveira.

Enquanto a maioria dos vereadores não acompanha politicamente a deputada, o prefeito Del mantém publicamente seu apoio à parlamentar. Surge, assim, uma queda de braço entre o Poder Executivo e o Poder Legislativo.

Caso Itus Ramos seja reeleito presidente da Mesa Diretora com o apoio de 11 vereadores, poderá consolidar uma posição política relevante para as eleições municipais de 2028, tornando-se um importante ator no cenário local.

Outro fator que aumenta a tensão política é o fato de que as contas referentes ao exercício de 2024 do ex-prefeito Diógenes Tolentino deverão passar pelo crivo da Câmara Municipal antes das eleições de 2026.

Por outro lado, a Câmara começa a transmitir à opinião pública a imagem de um “novo tempo”. Um dos episódios que reforça essa percepção foi a devolução do projeto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2027, cuja principal justificativa apresentada pelos vereadores foi a ausência de audiências públicas e de ampla participação popular na elaboração da proposta.

Agora, resta aguardar os próximos capítulos dessa verdadeira novela política.

Uma coisa, porém, parece inevitável: o prefeito Del precisará definir qual papel pretende desempenhar na história política de Simões Filho.

Assumirá a posição de líder, conduzindo com autonomia os destinos do município, ou permanecerá sendo visto por parte da população como alguém politicamente liderado?

A resposta poderá influenciar não apenas seu governo, mas também o futuro político de Simões Filho e, principalmente, a vida de sua população.

Fonte: Clique aqui

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