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UMA IMAGEM, UM VÍDEO PROVA A REALIDADE DE SIMÕES FILHO.


Por Alberto de Avellar – Volto a salientar que para muitos as “Crônicas do Bom Velhinho” é um veículo de comunicação de opinião em verdade somos um veículo de comunicação de “posição” nossa responsabilidade é comentar fatos que atingi diretamente o modo de vida de uma população sofrida e amordaçada… Enquanto nossos homens e mulheres públicos tentam induzir a população ao erro da existência de diálogo com a ampla participação popular na vida publica o que na realidade simplesmente não existe a muitos anos.


Enquanto os discursos oficiais exaltam desenvolvimento, progresso e grandes festas, basta uma visita ao bairro Engenho Novo para encontrar uma realidade bem diferente daquela apresentada nos palanques.

Após as últimas chuvas, um tronco de coqueiro foi arrastado pela correnteza e ficou preso sob uma ponte da comunidade, reduzindo a passagem da água e aumentando o risco de novos alagamentos. A situação levou um morador a fazer um apelo simples e direto:

“A Prefeitura pode retirar esse tronco antes que aconteça um problema maior?”

A resposta, do ponto de vista administrativo, é sim. A limpeza de córregos, canais, pontes, bueiros e a remoção de obstáculos que comprometam o escoamento das águas fazem parte das atribuições do poder público municipal, especialmente das secretarias responsáveis por infraestrutura, serviços públicos ou defesa civil. Em situações como essa, a retirada preventiva pode reduzir riscos de enchentes e preservar a segurança da população.

Mas o tronco é apenas o símbolo de um problema muito maior.

Moradores relatam que o Engenho Novo convive com ruas sem pavimentação ou completamente deterioradas, ausência de transporte coletivo regular, inexistência de posto de saúde na própria comunidade e recorrentes alagamentos sempre que chove com maior intensidade.


É justamente nesse cenário que chamou atenção um vídeo publicado pelo vereador Everton das Placas, no qual ele aparece observando o acúmulo de lixo e as condições do local.

A cena desperta inevitavelmente uma reflexão política.

Até pouco tempo, Everton integrava a estrutura administrativa municipal como secretário de Desenvolvimento Urbano. Hoje, como vereador e figura política em evidência, suas publicações são interpretadas por muitos como críticas à própria gestão da qual participou e sinaliza para um rompimento com o Prefeito Del e com a candidata a deputada estadual Kátia Oliveira.


Na política, às vezes, uma imagem fala mais do que um discurso.


E a chamada “Rádio Peão”, sempre atenta aos movimentos dos bastidores, já começa a levantar hipóteses sobre um possível reposicionamento político do parlamentar. Comentários que circulam na cidade apontam que ele poderia não acompanhar o projeto eleitoral apoiado pelo grupo governista nas próximas eleições. Essas especulações, no entanto, permanecem sem confirmação pública.

Enquanto isso, a população parece menos interessada em disputas internas e mais preocupada com perguntas práticas:

* Quando as ruas serão recuperadas?

* Quando haverá transporte digno?

* Quando o bairro terá infraestrutura adequada?

* Quando o lixo deixará de dividir espaço com os moradores?

A ironia da situação é difícil de ignorar.

Enquanto um vereador grava vídeos contemplando o lixo, a população contempla os próprios problemas sem conseguir enxergar soluções. E enquanto recursos públicos são destinados a grandes eventos e festas, muitos bairros continuam aguardando investimentos em serviços básicos.

Naturalmente, a realização de eventos públicos faz parte das políticas municipais e pode gerar benefícios culturais e econômicos. Ao mesmo tempo, é legítimo que a sociedade questione o equilíbrio entre esses gastos e as prioridades em áreas como infraestrutura, saúde, limpeza urbana e mobilidade.

Talvez o tronco preso na ponte seja mais do que um pedaço de madeira.

Talvez represente uma administração que também parece encontrar dificuldades para fazer a água — e os problemas — seguirem seu curso natural.

Na política, os sinais costumam aparecer antes das mudanças.

E, em Simões Filho, os ventos dos bastidores parecem soprar em novas direções.

Resta saber se serão ventos capazes apenas de mudar alianças políticas… ou se finalmente conseguirão remover os obstáculos que continuam impedindo a cidade de avançar.

Fonte: Clique aqui

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