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A POLITICA DO MEDO GANHA NOVO CAPÍTULO: A VOLTA DO "Ou esta com Del ou peça para sair ou boto pra fora"…

 

Por Alberto de Avellar – Crônicas do Bom Velhinho- As recentes declarações do polêmico Alfredo Cerny, o Alfredão, durante participação no podcast Pod Pensar, reacenderam um debate que há muito tempo percorre os bastidores da política de Simões Filho: a suposta utilização da máquina pública para impor fidelidade política e perseguir aliados que ousam seguir um caminho diferente.

Segundo relatou Alfredão, os recentes desligamentos de Lilian Sandys e Ramon teriam sido motivados exclusivamente por questões políticas. De acordo com a narrativa apresentada no programa, ambos decidiram não apoiar a candidatura à reeleição da deputada estadual Kátia Oliveira, esposa do ex-prefeito Diógenes Tolentino, conhecido como Dinha.

Ainda conforme o entrevistado, Lilian teria conversado previamente com o prefeito Del do Cristo Rei, que teria sinalizado não haver impedimento para que ela apoiasse outro candidato. Entretanto, após a manifestação pública desse apoio, o ex-prefeito Dinha teria determinado que Del promovesse as exonerações, alegando que os cargos pertenciam ao seu grupo político e à deputada Kátia Oliveira.

Caso esses relatos sejam confirmados, o episódio remete ao conhecido discurso que marcou gestões anteriores: “Ou está com Del, ou peça para sair”, agora sob uma nova roupagem: “Ou está com Kátia, ou peça para sair, ou boto pra fora”.

O que mais chama atenção, segundo críticos da atual administração, é o suposto grau de influência política ainda exercido pelo ex-prefeito Dinha sobre o governo municipal, levantando questionamentos sobre quem, de fato, conduz as decisões estratégicas da administração.

O assunto ganha contornos ainda mais delicados diante das investigações que tramitam na Justiça Eleitoral envolvendo alegações de abuso de poder econômico e político durante o processo eleitoral, no qual o nome do ex-prefeito aparece como investigado, situação amplamente divulgada nos meios jurídicos e políticos locais.

Paralelamente, outra denúncia vem alimentando o debate público. O ativista Alisson Ramos protocolou representação junto ao Ministério Público requerendo a apuração da existência de aproximadamente 1.200 supostos funcionários fantasmas vinculados à folha de pagamento municipal. Segundo ele, vídeos e outros elementos probatórios envolveriam agentes políticos e administrativos da atual e da antiga gestão.

As denúncias mencionam, inclusive, a participação de integrantes da administração municipal, apontando que o esquema teria origem ainda no governo anterior. Todos esses fatos, entretanto, aguardam a devida apuração pelos órgãos competentes, entre eles o Ministério Público e a Polícia Federal.

Para muitos observadores da política local, os episódios recentes reforçam a percepção de continuidade entre as gestões Dinha Del e Simone Costa, alimentando críticas sobre uma possível utilização da estrutura pública para manutenção de um projeto político.

A população de Simões Filho, que financia a máquina pública através dos seus impostos, espera que todas essas denúncias sejam investigadas com rigor, transparência e respeito ao devido processo legal. Afinal, cargos públicos pertencem ao interesse coletivo e não podem servir, segundo os princípios constitucionais da administração pública, como instrumento de recompensa ou punição política.

Enquanto as investigações seguem seu curso, uma pergunta continua ecoando nos corredores da cidade:

Quem governa Simões Filho: o prefeito eleito ou o grupo político que permaneceu nos bastidores do poder comandado por Dinha e família?

Fonte: Clique aqui

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