SURGE UMA VOZ NA MULTIDÃO: A PROFESSORA QUE EXPÔS AS VERDADE QUE OS PODEROSOS NÃO QUEREM OUVIR NA AUDIÊNCIA DA LOA
Por Alberto de Avellar – Na manhã da audiência pública de discussão da LOA (Lei Orçamentária Anual), quando tudo parecia caminhar no mesmo ritual de discursos previsíveis, números frios e falas cuidadosamente calculadas, uma voz inesperada rompeu o silêncio protocolar da sala.
Era a voz de uma professora da rede municipal.
Uma voz simples, humilde, mas carregada de uma força que nenhum microfone do poder costuma amplificar: a força da verdade dita sem medo.
Sua fala — que inspirou integralmente o texto que publicamos nesta matéria — foi um choque de realidade em meio aos diiscursos políticos anestesiados. Uma fala que não agradou aos poderosos, justamente porque não nasceu para agradar, mas para alertar.
A professora, em tom firme e emocionado, lembrou o óbvio que Simões Filho insiste em fingir que não vê: não há educação de qualidade sem coordenador pedagógico formado, capacitado e presente. Não há futuro para nossas crianças quando elas estudam em prédios alugados, precários e desconfortáveis — locais onde, como ela disse, “nenhum de nós colocaria nossos próprios filhos”.
Em sua fala, ela expôs a contradição que corrói o sistema:
“Ninguém diz que qualquer pessoa pode ser médico. Mas, na educação, parece que qualquer um serve.”
Foi direta, real, cortante.
E colocou o dedo na ferida mais antiga da educação municipal: o improviso institucionalizado.
A professora também chamou atenção para a urgência de profissionais capacitados para atender crianças com necessidades específicas, sem romantizações e sem maquiagem administrativa. Reconheceu suas próprias limitações com humildade, e justamente por isso cobrou formação, estrutura, responsabilidade e compromisso.
“Nossos filhos precisam de outra realidade na educação. Isso é um fato.”
Ao fim de sua fala, a sala ficou em silêncio.
Um silêncio que não era constrangimento — era impacto.
Porque quando a verdade aparece na voz de quem vive a realidade todos os dias, ela quebra o teatro, arranca as máscaras e deixa os poderosos desconfortáveis.
A fala dessa professora, ecoada aqui em texto, não é só um desabafo.
É um pedido legítimo, é um grito coletivo, é uma convocação para olhar a educação de Simões Filho com a seriedade que sempre lhe faltou.
E fica registrado neste blog:
na audiência da LOA, enquanto muitos falavam pelos cargos, pelos partidos ou pelos interesses, uma professora finalmente falou pelo povo — e pelo futuro das nossas crianças.

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