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Postura de parte dos vereadores com a imprensa acende alerta sobre a liberdade de expressão em Simões Filho

Nos últimos meses, um comportamento tem chamado a atenção em Simões Filho e gerado preocupação entre profissionais da comunicação e cidadãos que acompanham a política local: a crescente tentativa de alguns vereadores de questionar, pressionar e até intimidar veículos de imprensa por conta de matérias publicadas.

Em vez de responderem às críticas com argumentos, esclarecimentos, transparência ou mostrando trabalho, alguns parlamentares parecem acreditar que podem decidir o que deve ou não ser publicado pelos sites de notícias. Em alguns casos, demonstram incômodo quando uma reportagem traz questionamentos sobre sua atuação ou repercute assuntos de interesse público.

Essa postura é incompatível com os princípios da democracia. A imprensa livre não existe para agradar autoridades, mas para informar a população, fiscalizar o poder público e abrir espaço para o debate de temas que impactam a sociedade. O papel do jornalismo é justamente noticiar fatos, apresentar diferentes pontos de vista e garantir que a população tenha acesso às informações necessárias para formar sua própria opinião.

É natural que agentes públicos discordem de determinadas matérias. O direito de resposta, quando cabível, está previsto na legislação e deve ser exercido de forma respeitosa e dentro dos meios legais. O que não pode ser normalizado são tentativas de constranger jornalistas, pressionar veículos de comunicação ou criar um ambiente de intimidação para quem exerce o direito de informar.

Quem ocupa um cargo público deve compreender que a fiscalização faz parte da função democrática da imprensa. O mandato pertence ao povo, e as ações dos representantes eleitos são, por natureza, de interesse público. Ser questionado, criticado ou ter decisões analisadas faz parte da responsabilidade de quem escolhe exercer a vida pública.

Uma democracia forte depende de instituições independentes e de uma imprensa livre para atuar sem medo de represálias. Sempre que houver qualquer tentativa de limitar esse trabalho, toda a sociedade deve estar atenta, pois o prejuízo não é apenas para jornalistas ou veículos de comunicação, mas para o direito de cada cidadão de ser informado.

A liberdade de imprensa não é um privilégio dos jornalistas. É uma garantia constitucional que protege toda a sociedade e fortalece a democracia. Respeitá-la é dever de todos, especialmente daqueles que exercem funções públicas e foram eleitos para representar a população.

 

Fonte: Clique aqui

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