HOSPITAL MUNICIPAL O AÇOUGUE DE SIMÕES FILHO E A COMISSÃO DE SAÚDE NÃO FAZ SEU PAPEL…
Por Alberto de Avellar – ENQUANTO O POVO SOFRE, A PRIORIDADE É O CARGO? Comissão de Saúde ignora caos no hospital e foca na efetivação da secretária interina.
Em meio a denúncias, imagens chocantes e relatos indignados da população sobre o abandono no sistema de saúde de Simões Filho, uma pergunta ecoa com força nas ruas, nos corredores do hospital e nas redes sociais: qual é, de fato, a prioridade da Comissão de Saúde do município?
Enquanto pacientes aguardam por atendimento, enfrentam filas intermináveis, ausência de triagem e escassez de profissionais, a Comissão — que deveria ser a voz fiscalizadora e defensora da população — parece estar mais preocupada com a efetivação da secretária interina de saúde, Ananda, do que com o estado crítico da rede pública.
As imagens recebidas pela reportagem não deixam margem para dúvidas:
Salas vazias, pacientes à espera de atendimento básico e um cenário que, para muitos, já ultrapassa o limite do aceitável e entra no campo do desumano.
Mas, em vez de cobrar respostas firmes, exigir fiscalização rigorosa do contrato milionário da saúde ou pressionar por melhorias imediatas, o que se vê é um movimento político voltado à permanência de uma gestora no cargo.
A pergunta que não quer calar:
quem está cuidando do povo?
A situação se agrava quando se considera que o contrato vigente — alvo de críticas e suspeitas — segue sem a devida fiscalização efetiva. E diante disso, a omissão se torna tão grave quanto o próprio problema.
Não se trata aqui de atacar nomes, mas de expor prioridades.
E, neste momento, tudo indica que o foco está invertido.
Enquanto isso, o povo segue sendo atendido — quando é — em condições precárias, sem dignidade e sem respeito.
UM CHAMADO PÚBLICO
Diante da gravidade dos fatos, fica aqui um convite — ou melhor, um desafio — à equipe do Pod Pensar:
Visitem o Hospital Municipal de Simões Filho.
Conversem com os pacientes.
Registrem o que realmente está acontecendo.
Talvez assim, com luz sobre a realidade, a verdade ultrapasse os discursos e alcance quem ainda insiste em não ver.
ENTRE O DISCURSO E A REALIDADE
A saúde pública não pode ser palco de articulações políticas enquanto vidas estão em risco.
Cargo não pode ser prioridade quando falta atendimento.
Nomeação não pode vir antes da dignidade humana.
As imagens falam por si.
A população grita por socorro.
E a história, como sempre, será implacável com os que escolheram o silêncio — ou a conveniência.

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