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Prefeitura celebra 51 anos da Biblioteca Cícero Simões com programação especialSimões Filho chega grande em evento de Léo Prates em SalvadorJustiça bloqueia bens de Zé Oliveira em Várzea Nova; liminar proíbe construção em terreno vendido pela viúva Eliete, a Lia do Armarinho, pertencente ao Loteamento Ginásio de Esportes e Cascavel, no final da Rua Ângelo Brandão, adquirido por meio de recibo de compra e venda, e determina que a empresa suspenda imediatamente a retirada de cascalho destinada à pavimentação da estrada que leva ao povoado de MilagresDel e Cajado se encontram com Sid Serra antes de caminhada e reforçam alinhamento político em Simões FilhoPrefeito Del mobiliza geral em caminhada com ACM Neto neste domingo em Simões FilhoPrefeitura celebra 51 anos da Biblioteca Cícero Simões com programação especialSimões Filho chega grande em evento de Léo Prates em SalvadorJustiça bloqueia bens de Zé Oliveira em Várzea Nova; liminar proíbe construção em terreno vendido pela viúva Eliete, a Lia do Armarinho, pertencente ao Loteamento Ginásio de Esportes e Cascavel, no final da Rua Ângelo Brandão, adquirido por meio de recibo de compra e venda, e determina que a empresa suspenda imediatamente a retirada de cascalho destinada à pavimentação da estrada que leva ao povoado de MilagresDel e Cajado se encontram com Sid Serra antes de caminhada e reforçam alinhamento político em Simões FilhoPrefeito Del mobiliza geral em caminhada com ACM Neto neste domingo em Simões Filho
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GRILHAGEM DE TERRAS: ENVOLVIMENTO DE FUNCIONÁRIOS FANTASMAS CAMARADAS!!!


Por Alberto de Avellar – Quando se pensa que vai acabar é quando  digo,  que Simões Filho já foi a cidade icônica dos absurdos, hoje se consolidou como a cidade dos rumores — que no fundo são verdades mal explicadas — logo aparecem memes do Bom Velhinho de camisa de força rodando nas redes sociais.

Então, segura essa, Tafarel….

Quem não se lembra da denúncia feita pelo vereador Genivaldo Lima, envolvendo a compra de terras na chamada Nova Via, registradas em nome do pai do ex-prefeito — o já conhecido “Inominável Dindinha, adorador de dinheiro público e poder”?

Segundo Geninho, as áreas teriam sido adquiridas com recursos públicos, tendo como intermediária das negociações nada menos que a Ouvidora do Município, Darcileia Agustinho, conhecida nos bastidores como a oradeira.

Coincidência ou não, sua irmã, Darcilene Agustinho, ocupava a chefia do Cartório de Registro Civil.

É óbvio que transações dessa natureza passaram, formalmente, pelo Cartório de Registro de Imóveis de Simões Filho. Nada acontece ali sem deixar rastro — ao menos no papel.

Outro caso que chamou atenção foi o das terras da antiga Vale do Rio Doce, supostamente destinadas à construção de um Complexo Policial no KM 25, aprovado na Câmara Municipal…

De repente, o projeto sumiu.

Mais de repente ainda, a área virou propriedade privada e hoje abriga o Atacadão.

Há ainda o caso das terras da Cidade da Criança — este envolto em segredo de Justiça, razão pela qual não cito nomes. Mas é evidente que uma transação milionária desse porte também passou pelo crivo da Procuradoria Municipal e pelos registros cartoriais da cidade.


Cito apenas tres casos, de conhecimento público, suficientes para ilustrar o cenário que começa, agora, a ser oficialmente investigado.

Fique bem informado para depois não falarem que não sabiam da bronca…

E foi exatamente isso que culminou na decisão histórica da Corregedoria do Tribunal de Justiça da Bahia (TJBA), que aplicou a pena máxima de perda da delegação à titular do Cartório de Registro de Imóveis de Simões Filho, encerrando um dos episódios mais graves do sistema extrajudicial baiano.


A decisão não caiu do céu.


Ela é o ponto final — administrativo — de um Processo Administrativo Disciplinar (PAD nº 0002950-45.2025.2.00.0805), que revelou um esquema sofisticado de corrupção, transformando um serviço público essencial em balcão privado de negócios, extorsão e favorecimento.


Cartório como instrumento de poder, medo e dinheiro


Segundo a decisão assinada pelo corregedor-geral, desembargador Roberto Maynard Frank, a serventia deixou de cumprir sua função constitucional e passou a operar sob uma lógica própria, marcada por:

Cobrança de vantagens ilícitas para acelerar ou viabilizar registros;

Indícios robustos de extorsão, concussão e corrupção passiva;

Aumento indevido de áreas imobiliárias com benefício pessoal direto;

Registros “VIP” resolvidos em horas, enquanto o cidadão comum enfrentava morosidade proposital;

Emissão de notas devolutivas sem fundamento legal, usadas como instrumento de pressão;

Duplicidade de matrículas, falhas graves de georreferenciamento e ausência de comunicação a sistemas oficiais;

Atrasos sistemáticos de salários, penalizando funcionários enquanto interesses privados prosperavam.


Um dos pontos mais chocantes do processo aponta que a então titular aumentou irregularmente a área de um imóvel pertencente a empresa privada e, em troca, recebeu 7.500 m² de terreno, usados para quitar dívida pessoal em execução judicial fora da Bahia.


Um cartório usado como moeda de troca.


Luxo, privilégios e silêncio imposto


O relatório descreve ainda um padrão de vida incompatível com a função pública delegada, incluindo viagens de luxo custeadas por beneficiários de atos registrais.


Enquanto isso, cidadãos comuns enfrentavam entraves artificiais, insegurança jurídica e um silêncio imposto à força.


Não se tratava de erro isolado.


O que veio à tona foi um modus operandi estruturado, reiterado e funcional. Uma engrenagem que só funciona enquanto o medo cala.


Mas o silêncio acabou.


Intervenção, vacância e Ministério Público acionado


Com a aplicação da pena máxima, o TJBA declarou a vacância da serventia, mantendo a intervenção administrativa para garantir a continuidade e a segurança dos serviços.


Mais do que isso: a Corregedoria determinou o envio integral da decisão ao Ministério Público da Bahia (MPBA), para adoção das medidas penais, civis e criminais cabíveis.


Ou seja: o capítulo administrativo se encerra, mas o capítulo penal está apenas começando.


O recado está dado


Em tempos em que muitos apostam na impunidade, a decisão do TJBA envia um recado claro e direto:


Delegação não é propriedade privada.

Cartório não é herança.

Poder público não é moeda de troca.


Para Simões Filho, fica a lição amarga — porém necessária — de que instituições só se fortalecem quando a verdade vence o medo.


E para os que ainda acreditam que tudo se resolve nos bastidores, fica o alerta do Bom Velhinho: quem brinca com a fé pública acaba tropeçando na própria escritura.

Fonte: Clique aqui

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