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Enquanto pacientes aguardam vagas, municípios enfrentam os desafios da regulação estadual

A demora na liberação de vagas pela Central Estadual de Regulação continua sendo um dos principais desafios enfrentados pelos municípios baianos. Enquanto pacientes aguardam transferência para hospitais de maior complexidade, as unidades municipais permanecem responsáveis por manter a assistência, muitas vezes além da capacidade para a qual foram estruturadas.

Na prática, isso significa que leitos de pronto atendimento permanecem ocupados por pacientes que já deveriam estar em hospitais de referência, reduzindo a capacidade de atendimento a novos casos e aumentando a pressão sobre médicos, enfermeiros e toda a rede municipal.

“É uma espera angustiante. A gente sabe que o paciente precisa de um hospital com mais estrutura, mas cada hora que passa aumenta a preocupação de toda a família”, relata uma acompanhante de paciente que aguarda transferência.

O próprio Governo do Estado reconhece o crescimento da demanda por regulação. Segundo a Sesab, a média diária de solicitações passou de cerca de 700 para aproximadamente 1.200 casos, cenário que motivou a realização de mutirões para acelerar as transferências.

Enquanto a vaga não é disponibilizada, os municípios seguem prestando assistência aos pacientes, mesmo quando a continuidade do tratamento depende de serviços de média e alta complexidade que são organizados pela regulação estadual. O resultado é uma rede municipal sobrecarregada, pacientes à espera de transferência e familiares vivendo dias de incerteza até a liberação de um leito.

Fonte: Clique aqui

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