BOMBA: JUSTIÇA SUSPENDE ELEIÇÃO DA MESA DIRETORA DA CÂMARA…
Por Alberto de Avellar – Crônicas do Bom Velhinho – O tabuleiro político de Simões Filho acaba de ser virado de cabeça para baixo.
Em uma decisão explosiva, a Justiça da Bahia concedeu liminar suspendendo a eleição da Mesa Diretora da Câmara Municipal para o biênio 2027/2028, que estava marcada para acontecer nesta terça-feira (16). A medida foi tomada após dois vereadores ingressarem com Mandado de Segurança questionando a legalidade da antecipação do pleito.
A decisão caiu como uma bomba nos corredores da Câmara e do Centro Administrativo Municipal, justamente no momento em que os bastidores ferviam com a disputa pelo comando do Legislativo.
Segundo os autores da ação, a eleição estaria sendo realizada em desacordo com a Lei Orgânica do Município, que determina que a escolha da Mesa para o segundo biênio ocorra apenas em 1º de novembro do segundo ano da legislatura. Mesmo assim, a presidência da Câmara decidiu antecipar o processo eleitoral para junho.
Ao analisar o caso, o juiz entendeu existir forte indício de ilegalidade e destacou que a Lei Orgânica possui hierarquia superior ao Regimento Interno da Câmara, não podendo ser contrariada por norma interna da Casa.
Mas o que realmente chama atenção nos bastidores é a dimensão política da crise.
A ação foi proposta por vereadores identificados como integrantes da base política do prefeito Del Soares, revelando que a disputa pela presidência da Câmara já ultrapassou os limites dos acordos internos e chegou ao Poder Judiciário.
O episódio expõe uma divisão cada vez mais evidente dentro do grupo governista. O que antes parecia uma eleição de consenso transformou-se em uma guerra silenciosa pelo controle da principal cadeira do Legislativo municipal.
Nos corredores da política local, a pergunta agora é inevitável:
Quem tem medo da eleição em novembro?
A decisão judicial também lança dúvidas sobre toda a articulação construída para a sucessão da atual Mesa Diretora. Caso a liminar seja mantida, qualquer eleição realizada antes de novembro poderá ser considerada nula.
Em seu despacho, o magistrado foi além. Ele determinou a suspensão imediata da votação, proibiu a realização de qualquer nova eleição para a Mesa antes de 1º de novembro de 2026 e advertiu que qualquer resultado eventualmente proclamado não terá validade jurídica.
A derrota judicial representa um duro golpe para os articuladores da antecipação do pleito e reabre completamente o jogo político dentro da Câmara.
Agora o cenário muda radicalmente.
O favoritismo construído nos bastidores pode desaparecer nos próximos meses. Novas alianças poderão surgir. Vereadores poderão mudar de posição. E a correlação de forças em novembro pode ser completamente diferente da existente hoje.
A liminar transformou a eleição da Câmara em uma verdadeira batalha política.
E como toda batalha, a pergunta que fica é:
Quem realmente controla a Câmara de Simões Filho: os vereadores, o prefeito ou os acordos construídos nos bastidores do poder?
Uma coisa é certa: depois desta decisão, o jogo embaralhou de vez.

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