ACORDA SIMÕES FILHO: MAIS UM SUPOSTO CASO DE NEGLIGÊNCIA MÉDICA.
A morte do jovem Azaf de Jesus Santos, de apenas 19 anos, abriu uma ferida de dor, revolta e muitas perguntas em Simões Filho. Um jovem descrito pela família como saudável, cheio de sonhos e planos, teve sua vida interrompida após uma sequência de idas ao Hospital Municipal.
Segundo relato dos familiares divulgado pelo jornalista Gomes Nascimento, Azaf procurou atendimento no dia 16 de junho, apresentando sintomas que preocupavam. Exames teriam sido realizados e, conforme a família, a resposta recebida foi de que o jovem “não tinha nada grave”. Ele recebeu medicações e voltou para casa.
Mas o corpo continuava dando sinais de alerta.
Três dias depois, com dores e febre, Azaf retornou ao hospital. Mais uma vez, segundo familiares, teria sido medicado e liberado.
No dia 20 de junho, veio a terceira tentativa de buscar ajuda. Novamente no hospital, novos procedimentos foram realizados. Mas desta vez Azaf não retornou para casa.
O jovem morreu dentro da unidade hospitalar.
A pergunta feita pelo jornalista Gomes Nascimento ecoa entre familiares e moradores:
Quantas vezes um paciente precisa procurar socorro para que sua dor seja investigada até o fim?
Dias depois, segundo a família, agentes de saúde informaram que a morte poderia estar relacionada à dengue e que uma investigação epidemiológica seria realizada. A informação aumentou ainda mais os questionamentos:
Se havia suspeita de dengue ou outro quadro que exigia acompanhamento, quais protocolos foram adotados? Houve identificação de sinais de gravidade? Todos os procedimentos recomendados foram seguidos?
São respostas que somente uma apuração técnica poderá apresentar.
Diante da gravidade do caso, as atenções se voltam para toda a rede responsável pela saúde pública municipal: a Secretaria Municipal de Saúde, comandada por Thainá, a gestão do prefeito Del, a empresa responsável pela administração da unidade hospitalar e os setores encarregados da fiscalização dos serviços prestados.
Não se trata apenas de apontar culpados antes da investigação, mas de exigir transparência.
O Ministério Público, a Comissão de Saúde da Câmara Municipal de Vereadores e os órgãos de controle precisam acompanhar o caso para garantir que todas as dúvidas da família sejam esclarecidas.
A população precisa saber: houve uma fatalidade inevitável ou uma sequência de falhas no atendimento?
Enquanto documentos, relatórios médicos e explicações oficiais são aguardados, uma família chora a ausência de Azaf e uma cidade faz uma reflexão dolorosa:
Quando uma vida bate à porta da emergência, ela não está procurando apenas remédio. Está procurando cuidado, atenção e a chance de continuar vivendo.
O espaço permanece aberto para manifestação da Secretaria de Saúde, direção do hospital e demais envolvidos.

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