A CRISE NAS ELEIÇÕES DA CAMARA TEM NOVOS DESDOBRAMENTOS.
Meus nobres, pensantes, calejados e inquietos leitores de Simões Filho, a crise instaurada na Câmara de Vereadores é, em verdade, uma verdadeira “Ação Direta de Inconstitucionalidade”.
Por duas razões fundamentadas no Direito Constitucional:
• Cabe única e exclusivamente aos vereadores elegerem a sua Mesa Diretora, sem qualquer interferência, influência ou escolha por parte do Poder Executivo.
• As eleições das Mesas Diretoras das Câmaras Municipais não podem ser antecipadas em desacordo com as datas previstas na legislação municipal, especialmente em períodos que antecedem pleitos eleitorais municipais, estaduais ou federais.
Diante disso, o atual presidente da Câmara, Itus Ramos, que pretende disputar a reeleição de forma antecipada à data estabelecida no artigo 23 da Lei Orgânica Municipal — que determina a realização da eleição em 1º de novembro — aguarda a decisão do Poder Judiciário.
Caso a suspensão judicial não ocorra até o dia 30 de junho, a Câmara deverá decretar o recesso parlamentar, com retorno previsto para os primeiros dias de agosto, período que antecede o início da campanha eleitoral de 2026.
Por outro prisma, o radialista Roque Santos, em vídeo que viralizou nas redes sociais, abriu um gigantesco leque de dúvidas em uma população que já demonstra pouca credibilidade tanto na Justiça quanto nos homens e mulheres públicos.
Segundo Roque Santos, existiria um empresário exercendo forte influência sobre o atual prefeito Del do Cristo Rei, comprometendo sua credibilidade perante a opinião pública ao declarar:
“Del tem, sim, o direito de escolher o presidente da Câmara, assim como outros prefeitos o fizeram.”
Fontes consideradas fidedignas também informam a existência de um suposto articulador político, identificado apenas como “Renato”, que estaria interferindo na escolha dos votos dos vereadores, oferecendo, segundo essas informações, cerca de R$ 300 mil a cada parlamentar que votasse no candidato por ele indicado…
-O que configura “abuso de poder econômico e político”, o fato tem vídeos gravados das negociações e o dito empresário tem vários contratos milionários com a administração pública municipal e de outros cidades e no governo do estado.
Ainda segundo os relatos, como forma de garantia do compromisso político, os vereadores seriam obrigados a assinar notas promissórias, que seriam executadas caso o acordo não fosse cumprido.
Se tais denúncias forem verdadeiras, caberá às autoridades competentes apurar os fatos e responsabilizar eventuais envolvidos.
A moral da história é que esta crise ultrapassa os limites da legalidade e da constitucionalidade. Trata-se de uma crise profundamente moral, que coloca em xeque a independência do Poder Legislativo, a credibilidade das instituições e a confiança da população em seus representantes.

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