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ENTRE O MICROFONE E O PODER: QUEM EMPAREDA QUEM EM SIMÕES FILHO???.


Por Alberto de Avellar – Crônicas do Bom Velhinho – A recente declaração do radialista Roque Santos, na qual questiona “qual o interesse do empresário que quer emparedar o prefeito Del”, abriu um novo capítulo no já turbulento cenário político de Simões Filho.

Somente a nível de esclarecimento, tanto Sid Serra quanto Nilton Novaes são empresários com fortes envolvimento com a PROCIA conforme publicação do site “Vamos Adiante”.

Durante sua fala, o comunicador saiu em defesa do prefeito Devaldo Soares (Del), afirmando que o chefe do Executivo teria o direito político de participar da escolha da presidência da Câmara Municipal, assim como diversos líderes políticos fizeram em seus respectivos municípios.

No entanto, a fala levanta uma série de questionamentos.

Afinal, quem está tentando emparedar quem?

O próprio grupo político do prefeito vive atualmente uma situação inédita na história recente do município: vereadores da base governista recorreram ao Poder Judiciário para suspender a eleição da Mesa Diretora da Câmara. O episódio revelou fissuras internas e expôs divergências entre aliados do atual governo.

Outro ponto que desperta debate é a participação do empresário Nilton Novais nas articulações políticas relacionadas à sucessão da presidência da Câmara. Fotografias, reuniões e encontros políticos divulgados nos bastidores indicam apoio à candidatura do vereador Sid Serra.

Em qualquer democracia, empresários, lideranças políticas e cidadãos têm o direito de participar do debate público. A questão que permanece é: qual é o limite entre articulação política legítima e influência excessiva nos rumos do Legislativo?

A discussão também alcança a própria atuação do radialista. Documentos e notas fiscais que, segundo a equipe de reportagem, demonstrariam contratos de publicidade institucional entre veículos de comunicação e prefeituras da região colocam outro debate em pauta: pode um comunicador que recebe recursos públicos para publicidade institucional atuar simultaneamente como defensor político de uma gestão?

A pergunta não é jurídica. É moral e ética.

A sociedade tem o direito de saber se existe independência editorial, especialmente quando críticas são dirigidas a vereadores, empresários ou grupos políticos que divergem do governo municipal.

Roque Santos tem todo o direito de emitir opiniões. Os vereadores têm o direito de discordar. O empresário tem o direito de participar do debate político. O prefeito tem o direito de defender sua liderança.

Mas o cidadão também tem o direito de perguntar:

* Quem financia o discurso?

* Quem influencia as decisões?

* Quem realmente controla os bastidores da política local?

* E quem, de fato, está tentando emparedar quem?

Enquanto essas respostas não aparecem, Simões Filho continua assistindo a uma disputa que já deixou de ser apenas pela presidência da Câmara e se transformou em uma batalha pelo comando político do município.

E, como costuma dizer a velha Rádio Peão, os próximos capítulos prometem ser ainda mais barulhentos que os atuais.

Fonte: Clique aqui

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