Ecofeira destaca protagonismo estudantil e projetos sustentáveis da rede estadual no Território de Irecê | SECOM
Ciência, sustentabilidade e valorização da Caatinga mobilizam estudantes e educadores do Território de Irecê, durante a Ecofeira de Educação Ambiental “SERtão do território: Caatinga viva, ciência e sustentabilidade”, realizada ao longo desta semana pelo Núcleo Territorial de Educação de Irecê (NTE 1), em parceria com a Secretaria Municipal de Educação e instituições locais.
Integrada à Semana do Meio Ambiente, a iniciativa reúne escolas da rede estadual em uma programação voltada à educação científica, à pesquisa e à preservação ambiental, fortalecendo o protagonismo estudantil e a construção de soluções sustentáveis para o semiárido baiano.
As atividades começaram com rodas de conversa sobre história, identidade territorial, agricultura e memória da Caatinga, promovendo reflexões sobre as transformações vividas pelo território ao longo das décadas. Nesta terça-feira (2), oficinas, debates e ações de organização dos espaços da Ecofeira ampliam as discussões sobre conservação ambiental, convivência com o semiárido e desenvolvimento sustentável, envolvendo estudantes e educadores em experiências de aprendizagem conectadas à realidade local.
Para o professor de História do Centro Territorial de Educação Profissional (CETEP) de Irecê, Alécio Gama dos Reis, a Semana do Meio Ambiente representa uma oportunidade para fortalecer o debate sobre as mudanças climáticas e a responsabilidade coletiva na preservação dos recursos naturais.
“Estamos celebrando a Semana do Meio Ambiente e iniciando o Junho Verde. É o momento de pensar sobre o nosso meio ambiente e as transformações que ele vive. Tivemos um debate muito proveitoso com estudantes da rede estadual abordando as mudanças do nosso território, os processos de produção e a identidade da nossa região. A Ecofeira também representa um momento importante para levar esta discussão às salas de aula e contribuir para a construção de uma consciência ambiental voltada para a realidade local”, destacou.
O ponto alto da programação acontece nesta quarta-feira (3), quando é celebrado o Dia Nacional da Educação Ambiental. Na área verde da Secretaria Municipal de Educação de Irecê, estudantes e professores apresentarão projetos científicos, experiências pedagógicas, tecnologias sociais e iniciativas voltadas à sustentabilidade. O espaço também receberá apresentações culturais, oficinas de compostagem, audiovisual e reciclagem, além de debates sobre estratégias de recuperação da Caatinga.
Valorização dos saberes locais
A Rede Estadual de Ensino da Bahia terá participação expressiva no evento, reunindo cerca de 70 integrantes entre estudantes, professores, orientadores e coordenadores. Ao todo, serão apresentados 29 projetos desenvolvidos por unidades escolares de municípios como Irecê, Ibipeba, Presidente Dutra, Ipupiara, Central, Cafarnaum, Mulungu do Morro, São Gabriel e Xique-Xique. Os trabalhos abordam temas relacionados à Agroecologia, recursos hídricos, reaproveitamento de materiais, sementes crioulas, biodiversidade, fitoterápicos, sustentabilidade escolar e valorização dos saberes do território.
A estudante Gabrielli Oliveira, do curso técnico em Análises Clínicas, ressaltou a importância das atividades para ampliar o conhecimento sobre a história da agricultura regional e valorizar experiências que seguem inspirando novas gerações. “Gostei muito do evento e achei importante conhecer um pouco mais da história da agricultura local, assistir aos vídeos e compreender como as pessoas viviam e produziam antigamente. Fiquei feliz ao perceber que a escola mantém essa trajetória ligada ao campo e valoriza estudantes que desejam seguir esse caminho. Também foi muito interessante conhecer experiências de agricultores orgânicos e entender a importância dos produtos que cultivam. Foi um momento de muito aprendizado.”
As atividades continuam nos dias 5 e 6 de junho, período marcado pelas celebrações do Dia Mundial do Meio Ambiente. A programação inclui mesas-redondas sobre desmatamento e desertificação, debates sobre Agroecologia e Educação do Campo, exibição de documentários, plantio de mudas, mutirões ecológicos, oficinas de reciclagem e campanhas educativas nas escolas. A expectativa dos envolvidos é fortalecer a educação ambiental e científica nas unidades de ensino, ampliando o protagonismo estudantil e incentivando práticas capazes de contribuir para a preservação dos recursos naturais e o desenvolvimento sustentável do território.
Foto: Ascom/SEC
Créditos do autor: lina.cunha
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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