Kátia Oliveira lamenta liderança da Bahia em homicídio de mulheres e cobra fortalecimento das políticas de proteção
A deputada estadual Kátia Oliveira (União Brasil) manifestou nesta quarta-feira (27) preocupação com os dados divulgados pelo Atlas da Violência 2026, que apontam a Bahia como o estado com o maior número absoluto de homicídios de mulheres no país. O levantamento também coloca o estado entre os que possuem as maiores taxas proporcionais de assassinatos femininos por 100 mil habitantes.
Segundo o Atlas, divulgado nesta terça-feira (26), a Bahia registrou taxa de 5,4 homicídios de mulheres por 100 mil habitantes em 2024, ficando entre os estados mais violentos para o público feminino no Brasil. Em números absolutos, foram 414 casos, o maior do país entre os estados.
Para Kátia Oliveira, os números são alarmantes e mostram a necessidade urgente de ampliar e fortalecer a rede de proteção às mulheres no estado. “Esses dados são extremamente preocupantes e mostram que a Bahia ainda enfrenta uma realidade muito dura quando o assunto é violência contra a mulher. Não podemos normalizar esses números. Cada mulher assassinada representa uma vida interrompida, uma família destruída e uma falha coletiva na proteção da vida”, afirmou a deputada.
A parlamentar criticou o governo estadual, destacando que faltam medidas mais efetivas de proteção às mulheres diante da gravidade do cenário. “Precisamos ampliar a presença do Estado, fortalecer as estruturas de acolhimento, garantir mais rapidez nas medidas protetivas e investir de forma mais intensa em prevenção e combate à violência doméstica e ao feminicídio”, declarou.
Kátia Oliveira voltou a defender medidas que já fazem parte de sua atuação parlamentar, como a ampliação das Delegacias Especializadas de Atendimento à Mulher (DEAMs), o fortalecimento da Ronda Maria da Penha, a criação de mais Casas Abrigo e a ampliação de programas de apoio social e psicológico às vítimas. Ela, inclusive, já apresentou propostas na Assembleia Legislativa voltadas para estes temas.
“A proteção da mulher precisa ser prioridade permanente. Defendo a expansão das DEAMs para o interior, o fortalecimento das redes de apoio e políticas públicas que deem às mulheres condições reais de romper o ciclo da violência. Segurança pública também passa pela proteção da mulher e pela defesa da vida”, destacou.

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