Estudantes de Mirangaba descobrem no Semiárido a força do empreendedorismo local | SECOM
No coração do Semiárido baiano, onde tradição, resistência e pertencimento caminham juntos, estudantes da 3ª série do Ensino Médio do Colégio Estadual de Tempo Integral Sóror Joana Angélica transformaram uma visita pedagógica em uma verdadeira aula sobre identidade, inovação e perspectivas de futuro. A imersão no Café Santa Cruz, localizado na comunidade quilombola de Santa Cruz, em Mirangaba, revelou aos jovens que grandes ideias também nascem a partir das raízes culturais e da valorização do próprio território.
Durante a atividade da disciplina Empreendedorismo e Inovação com Ênfase na Territorialidade, os estudantes acompanharam de perto o processo de produção artesanal do café e conheceram a trajetória da família responsável pelo empreendimento. A experiência evidenciou como a agricultura familiar, os saberes ancestrais e a inovação podem impulsionar a economia local, fortalecer comunidades e abrir novos caminhos para o desenvolvimento sustentável da região.
A professora Jamile Almeida ressaltou que a proposta buscou aproximar os estudantes das potencialidades existentes nas próprias comunidades. “Queríamos que eles enxergassem que empreender não é uma realidade distante, mas algo possível dentro do lugar onde vivem”. Segundo ela, o contato direto com a experiência despertou pertencimento, pensamento crítico e novas perspectivas entre os jovens. “Quando eles percebem iniciativas de sucesso surgindo no próprio território, passam a acreditar mais nos próprios sonhos e capacidades”. O diretor do colégio, Edson Mendes Ribeiro, também destacou o impacto da ação. “Os estudantes compreenderam que inovação, geração de renda e valorização cultural podem caminhar juntas, fortalecendo tradições e criando oportunidades reais para a juventude do Semiárido”.
A estudante Ariele Muniz contou que a vivência trouxe inspiração e esperança. “Conhecer a história da comunidade e perceber que eles não desistiram diante das dificuldades foi algo muito forte para nós”. Naiara Máximo Silva destacou a conexão entre tradição e futuro construída pelo empreendimento. “Foi emocionante entender como a história da família continua viva através do café e movimenta toda a região”. Já Ana Clara dos Santos afirmou que a experiência ampliou seu olhar sobre empreendedorismo. “Ver uma produção familiar ganhar reconhecimento mostrou que acreditar nas próprias raízes também pode transformar vidas”.
Mais do que uma visita técnica, a atividade se tornou um encontro entre juventude, cultura e possibilidades. Ao aproximar os estudantes de experiências concretas do próprio território, a escola fortalece o protagonismo juvenil e mostra que o Semiárido baiano também é espaço de inovação, criatividade e construção de futuros promissores.
Fonte: Ascom/SEC
Créditos do autor: Laís Souza
Créditos da imagem: Reprodução/Divulgação

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