Justiça do RJ determina internação de adolescente que armou do estupro coletivo
Medida não prevê possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses
A Justiça do Rio de Janeiro determinou a internação do adolescente que participou do estupro coletivo ocorrido emum apartamento em Copacabana, no Rio de Janeiro. A medida não prevê possibilidade de atividades externas por um período inicial de seis meses.
A sentença foi proferida pela juíza Vanessa Cavalieri, da Vara da Infância e da Juventude da Capital. “A gravidade da infração e a falha da rede familiar em prover limites adequados justificam a medida extrema, visando à ressocialização do jovem e a preservação da ordem pública”, diz a juíza na decisão. Ela levou em consideração a gravidade da conduta e a violência empregada, com base no entendimento de que o jovem planejou uma emboscada contra a vítima, de 17 anos, com quem mantinha um relacionamento afetivo.
Além do adolescente, outros quatro participaram do crime:
- Bruno Felipe dos Santos Allegretti, 18 anos;
- João Gabriel Xavier Berthô, 19 anos;
- Mattheus Veríssimo Zoel Martins, 19 anos;
- Vitor Hugo Oliveira Simonin, 18 anos;
- Um adolescente não teve a identidade divulgada.
Acusados de estuprar uma jovem de 17 anos no Rio de Janeiro│Divulgação
Na decisão que determinou a internação do adolescente, a juíza valorizou o depoimento da vítima e ressaltou que, em crimes de natureza sexual, que geralmente ocorrem de forma clandestina e sem a presença de testemunhas, a palavra da vítima tem especial relevância e credibilidade.
Relembre o caso
Segundo as investigações, uma adolescente de 17 anos foi atraída por um colega da escola (também menor de idade) a um apartamento em Copacabana em 31 de janeiro deste ano. Ao chegar ao local, a jovem percebeu a presença de quatro homens. Ela se recusou a se envolver com eles, mas foi trancada em um quarto.
Nesse local, de acordo com as autoridades, os suspeitos forçaram a adolescente a ter relações sexuais e a submeteram a graves violências física e psicológica.
Depois que o crime ganhou repercussão, Polícia Civil recebeu denúncias de duas adolescentes que declaram ter sido violentadas pelos mesmos suspeitos. De acordo com o delegado Ângelo Lages, da 12ª Delegacia de Polícia, de Copacabana, os casos ocorreram em outubro de 2023 e em outubro de 2025 e estão sob investigação.
*Com informações da Agência Brasil

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