Suspensão de serviços na Policlínica Regional gera críticas ao Governo do Estado e sobrecarrega saúde de Simões Filho
A suspensão de diversos serviços na Policlínica Regional de Saúde em Simões Filho tem provocado preocupação entre pacientes e profissionais da saúde.
A medida foi comunicada por meio de ofício da direção da unidade, vinculada ao Consórcio Público Interfederativo de Saúde da Região Metropolitana Norte e à Secretaria da Saúde do Estado da Bahia, informando o adiamento das ofertas de vagas referentes ao mês de maio de 2026 devido à continuidade de obras na estrutura física da policlínica.
Segundo o documento, diversos procedimentos importantes foram temporariamente suspensos, entre eles endoscopia, colonoscopia, retossigmoidoscopia, ecocardiograma, ultrassonografia, teste ergométrico, cirurgias, MAPA, holter, ECG e EEG. A justificativa apresentada é a necessidade de garantir segurança durante as intervenções estruturais que estão sendo realizadas no prédio.
Na prática, a decisão tem causado impacto direto no atendimento da população. Com a paralisação de vários serviços especializados na policlínica, que atende pacientes de diversos municípios da região, muitas pessoas acabam recorrendo à rede municipal em busca de atendimento, aumentando a pressão sobre postos de saúde e unidades do município.
Em Simões Filho, moradores relatam que a situação tem gerado ainda mais dificuldade para a marcação de exames e consultas especializadas.
A rede municipal, que já lida com grande demanda diária, acaba absorvendo parte dos atendimentos que antes eram realizados pela unidade regional.
Outro ponto que volta a ser questionado é a dificuldade enfrentada pelos municípios no processo de regulação estadual. Pacientes frequentemente aguardam longos períodos para conseguir autorização para exames e procedimentos mais complexos.
Nos bastidores da política e da saúde, há quem diga que a demora na regulação acaba sendo interpretada por muitos como uma espécie de perseguição política contra algumas gestões municipais.
Apesar da suspensão dos serviços, o município continua cumprindo com suas obrigações financeiras. A Prefeitura de Simões Filho realiza mensalmente o aporte de recursos para manter o funcionamento da policlínica por meio do consórcio de saúde, o que aumenta ainda mais a cobrança da população por serviços funcionando plenamente e atendendo quem mais precisa.

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